
TL;DR
O golpe da restituição do Imposto de Renda voltou a circular antes do segundo lote de pagamentos, previsto para 30 de junho de 2026. Golpistas utilizam SMS, e-mails, links patrocinados e redes sociais para induzir vítimas a fornecer dados pessoais, como CPF e acesso ao Gov.br, com o objetivo de fraudes financeiras. A recomendação é não clicar em links suspeitos e acessar sempre o site oficial da Receita Federal para evitar prejuízos.
O golpe da restituição do Imposto de Renda é uma tentativa de fraude que reaparece periodicamente, especialmente próximo aos lotes de pagamento da Receita Federal. De acordo com o jornal Jornal Contábil, com a aproximação do segundo lote de restituições previsto para 30 de junho de 2026, mensagens falsas voltaram a ser disseminadas por diversos canais digitais.
O primeiro lote de restituições, pago em 29 de maio, beneficiou 8,7 milhões de contribuintes com R$ 16 bilhões — o maior valor já liberado até então. Com o segundo lote, a expectativa é que mais de 80% das restituições do ano já tenham sido quitadas, o que atrai a atenção dos golpistas.
As fraudes se manifestam por meio de SMS, e-mails, anúncios patrocinados no Google, além de posts no TikTok e Instagram. A mensagem mais frequente informa que os dados bancários cadastrados na declaração estão incorretos e que, sem a correção, o dinheiro não será depositado. O objetivo é induzir o contribuinte a clicar em links maliciosos.
Após o clique, o golpista solicita informações pessoais, como CPF e código de acesso ao Gov.br, sob a promessa de ajudar na correção dos dados. Na realidade, trata-se de um ataque de phishing que visa capturar dados sensíveis para contratar empréstimos fraudulentos ou acessar perfis para roubo de informações.
Outra versão do golpe envolve a cobrança de uma taxa para “regularizar” o cadastro, normalmente em torno de 10% do valor da suposta restituição. Por exemplo, uma vítima que tem direito a R$ 1.000 acaba pagando R$ 100 sem perceber que se trata de uma fraude sem qualquer relação com a Receita Federal.
Parte das fraudes começa com uma busca comum no Google, quando o contribuinte procura informações sobre sua restituição. Golpistas investem em links patrocinados para aparecer entre os primeiros resultados, usando páginas que imitam o site oficial da Receita Federal, com cores, fontes e logos semelhantes. O endereço na barra do navegador é o único indicativo de que o site é falso.
Além de SMS, o golpe migrou para plataformas como TikTok e Instagram, onde anúncios genéricos usam a logo da Receita sem nenhum perfil fechado. As vítimas abrangem a população economicamente ativa, independentemente de idade ou escolaridade, sendo o fator comum a urgência criada pelo golpista para induzir decisões rápidas.
O volume financeiro envolvido nas restituições do Imposto de Renda, especialmente durante os lotes de pagamento, torna o tema um alvo frequente de fraudes digitais. A disseminação do golpe por múltiplos canais exige atenção redobrada dos contribuintes e reforça a importância da educação digital.
Para empresas e profissionais que atuam na área contábil, é fundamental orientar os clientes sobre as práticas seguras e alertar quanto aos riscos das fraudes, utilizando ferramentas tecnológicas e plataformas confiáveis, como a Circularo e a Elotech, para gestão e comunicação segura.
O combate a esse tipo de golpe depende também da conscientização dos usuários em não ceder a pressões e manter a verificação das informações em fontes oficiais.
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O golpista envia mensagens falsas informando dados incorretos na declaração e solicita informações pessoais para capturar dados e aplicar fraudes financeiras.
As fraudes ocorrem por SMS, e-mails, links patrocinados no Google, além de anúncios no TikTok e Instagram.
Nunca clique em links recebidos por mensagens; acesse sempre o site oficial gov.br/receitafederal; a Receita não cobra taxas ou pede atualização por SMS ou e-mail.
É recomendável alterar senhas, monitorar operações financeiras e informar imediatamente as instituições financeiras e órgãos de segurança.
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