
TL;DR
Governos devem ampliar estruturas TrustOps para enfrentar a crescente ameaça dos deepfakes e da desinformação digital. O Gartner projeta que 40% das instituições públicas adotarão funções dedicadas até 2028, com foco em autenticação, monitoramento e políticas integradas para proteger a integridade das informações e evitar retrocessos na transformação digital.
TrustOps refere-se a estruturas dedicadas à gestão da confiança digital em ambientes governamentais, fundamentais para combater ameaças como deepfakes e desinformação. Segundo o Gartner, uma consultoria global de tecnologia, cerca de 40% das organizações governamentais criarão funções específicas de TrustOps até 2028 para proteger a integridade digital.
O avanço acelerado das tecnologias de inteligência artificial tem impulsionado o crescimento dos deepfakes — vídeos e áudios falsificados com alta precisão —, bem como a disseminação de campanhas de desinformação. Estes fenômenos ameaçam a credibilidade das instituições públicas e podem comprometer a comunicação oficial e a segurança interna dos governos.
De acordo com o Gartner, o uso crescente de conteúdos sintéticos produzidos por IA expande os riscos para a integridade da comunicação pública e dos processos administrativos. Entre os desafios destacados estão ataques que falsificam pronunciamentos oficiais de autoridades e manipulação de funcionários por meio de técnicas como clonagem de voz e engenharia social.
O Gartner recomenda que os Chief Information Officers (CIOs) do setor público adotem uma postura proativa, saindo da atuação reativa para estabelecer estruturas permanentes de TrustOps. Essas estruturas devem englobar autenticação reforçada, monitoramento constante e políticas integradas de segurança digital.
A consultoria também sugere que o combate à desinformação seja tratado de forma multidisciplinar, envolvendo não apenas as equipes de tecnologia da informação, mas também os setores jurídico, comunicação institucional, recursos humanos e segurança da informação.
Sem a adoção dessas medidas, o Gartner alerta para a possibilidade de retrocessos na transformação digital dos serviços públicos. A proliferação de deepfakes pode forçar o retorno a processos presenciais e em papel, aumentando o atrito para os cidadãos e reduzindo o retorno sobre os investimentos em digitalização.
Daniel Nieto, diretor analista sênior do Gartner, destaca que “os deepfakes podem minar ou transformar em arma as noções de identidade digital, atacando a credibilidade do próprio Estado”. Ele alerta que, se os cidadãos não conseguirem diferenciar informações legítimas de falsificações, a base da confiança pública será comprometida.
Os governos precisam acelerar a implementação de TrustOps, fortalecendo as estruturas de confiança digital para garantir a segurança e a autenticidade das informações públicas. O investimento em tecnologias de detecção de deepfakes e a integração entre diferentes áreas governamentais serão essenciais para mitigar os riscos.
Além disso, é fundamental promover a conscientização dos cidadãos sobre os riscos da desinformação e incentivar práticas seguras no ambiente digital.
Com esse movimento, espera-se que até 2028 uma parcela significativa das instituições públicas esteja preparada para enfrentar as ameaças trazidas pela inteligência artificial aplicada à manipulação digital.
Fonte: https://itforum.com.br/noticias/governos-trustops-deepfakes-e-desinformacao/
Veja mais: https://portalsoftware.com.br/noticia
São estruturas dedicadas à gestão da confiança digital, focadas em autenticação, monitoramento e proteção contra ameaças como deepfakes e desinformação.
Para combater o avanço dos deepfakes e campanhas de desinformação que ameaçam a credibilidade das instituições e a segurança dos processos governamentais.
Devem criar conselhos de confiança digital, revisar fluxos administrativos críticos com autenticação reforçada e desenvolver protocolos para identificar conteúdos sintéticos.
Podem causar retrocessos, forçando o retorno a processos presenciais e em papel, o que gera maior atrito e reduz o retorno sobre investimentos digitais.
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