
TL;DR
O teto do MEI, atualmente em R$ 81 mil desde 2018, poderá ser elevado para R$ 130 mil com correção automática pela inflação, segundo proposta em análise no Congresso. Essa medida visa garantir estabilidade para microempreendedores e permitir a contratação de até dois funcionários, com isenção previdenciária temporária para facilitar a adaptação às novas regras.
Microempreendedor Individual (MEI) é uma categoria que permite a formalização simplificada para pequenos negócios com faturamento limitado. Atualmente, o teto de faturamento do MEI está congelado em R$ 81 mil desde 2018, sem correção pela inflação, o que tem provocado perda do poder de compra e limitações para os empreendedores. Segundo o Jornal Contábil, uma proposta em análise prevê o aumento do teto para R$ 130 mil e a criação de um mecanismo automático de correção anual pela inflação.
O congelamento do teto do MEI em R$ 81 mil por sete anos tem sido alvo de críticas por parte de representantes do setor produtivo. Em seminário realizado em Fortaleza, no Ceará, representantes da indústria, comércio, serviços, parlamentares e microempreendedores discutiram a necessidade de atualização do limite para evitar que os empreendedores ultrapassem o teto sem crescimento real do negócio.
O argumento central é que, sem correção automática, qualquer aumento aprovado hoje terá prazo de validade, pois a inflação irá corroer novamente o limite, criando instabilidade para o planejamento dos microempreendedores.
A proposta mais forte que emergiu do seminário é a criação de um gatilho permanente de correção do teto do MEI pela inflação, garantindo reajustes anuais automáticos. Considerando a inflação acumulada de 2018 a 2025, estimada em 45%, o teto atual ajustado deveria estar em cerca de R$ 121 mil apenas para recompor o valor perdido. O relator do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/21 confirmou que o parecer incluirá esse mecanismo automático e que há acordo com o governo para elevar o teto para R$ 130 mil.
Além do aumento do teto e da correção automática, o relatório do PLP 108/21 deve permitir que o MEI contrate até dois funcionários, ampliando o limite atual de apenas um empregado. Para reduzir o impacto das mudanças nas regras de jornada, o relatório prevê isenção da contribuição previdenciária por dois anos para os funcionários contratados neste período, facilitando a adaptação dos pequenos negócios.
Também estão em negociação as atualizações das faixas do Simples Nacional, que deverão considerar as sugestões dos seminários regionais antes da versão final do parecer.
Com o aumento do teto para R$ 130 mil e a correção automática pela inflação, os microempreendedores terão maior segurança para planejar seus negócios, evitando que ultrapassem o limite sem crescimento real. A possibilidade de contratar mais funcionários e a isenção temporária da contribuição previdenciária podem ajudar na expansão e na formalização dos pequenos negócios.
Essas mudanças também contribuem para fortalecer o empreendedorismo no Brasil, estimulando a geração de emprego e renda de forma sustentável.
O parecer final do PLP 108/21 ainda está em fase de ajustes e será elaborado com base nas contribuições dos seminários regionais. Após essa etapa, o projeto seguirá para votação no Congresso Nacional. A expectativa é que as alterações entrem em vigor em breve, beneficiando milhares de microempreendedores que atuam sob o regime do MEI.
Para os MEIs que buscam soluções de gestão e organização financeira, ferramentas como Primeiro ERP podem ser úteis para acompanhar o faturamento e manter o controle adequado diante das mudanças nas regras.
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O teto atual do MEI é de R$ 81 mil e está congelado desde 2018, sem correção pela inflação.
O projeto propõe aumentar o teto para R$ 130 mil e implementar um mecanismo automático de correção anual pela inflação.
Sim, o relatório do PLP 108/21 deve permitir que o MEI contrate até dois funcionários, em vez de apenas um.
Está prevista isenção da contribuição previdenciária por dois anos para funcionários contratados na adaptação às novas regras.
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