
TL;DR
O Gartner identificou seis etapas essenciais para que organizações gerenciem a proliferação de agentes de inteligência artificial, mitigando riscos como desinformação e perda de dados. As medidas incluem estabelecer governança, criar inventário centralizado, controlar permissões e promover cultura responsável, garantindo uso seguro e inovador da IA.
Gerenciar agentes de inteligência artificial é um desafio crescente para organizações que enfrentam o aumento exponencial do uso dessas tecnologias. De acordo com o Gartner, Inc., empresa global de insights em negócios e tecnologia, até 2028, uma empresa média da Fortune 500 terá mais de 150.000 agentes de IA em operação, um salto significativo em relação aos menos de 15 registrados em 2025.
O aumento acelerado no uso de agentes de IA traz complexidade para a infraestrutura de TI e expõe as organizações a riscos como desinformação, compartilhamento excessivo de dados e perda de informações sensíveis. Segundo Max Goss, Diretor Analista Sênior do Gartner, muitos líderes de TI têm enfrentado a proliferação descontrolada desses agentes, o que pode resultar em problemas graves se não houver governança adequada.
Embora algumas empresas adotem o bloqueio do uso de agentes de IA como medida de contenção, essa estratégia pode ser contraproducente, uma vez que os funcionários podem recorrer a ferramentas não autorizadas (conhecidas como shadow AI), aumentando os riscos de segurança e compliância.
O Gartner propõe um conjunto estruturado de seis etapas para que CIOs e líderes de TI possam estabelecer uma governança eficaz e reduzir os riscos associados à expansão dos agentes de IA:
A implementação dessas etapas é fundamental para equilibrar a inovação e a segurança nas empresas. A governança adequada permite que as organizações se beneficiem das ferramentas de inteligência artificial, ao mesmo tempo em que mitigam riscos relacionados à confidencialidade, integridade e disponibilidade de dados.
Além disso, a abordagem recomendada pelo Gartner evita que os funcionários busquem soluções paralelas não autorizadas, fortalecendo o controle corporativo e assegurando o alinhamento com as normas internas e regulatórias.
Os clientes do Gartner têm acesso a relatórios detalhados, como “How to Mature Generative and Agentic AI Governance for Enterprise Applications” e “The Human Compass: Secure and Govern an AI Native Workplace”, que aprofundam as práticas para implementar a governança de agentes de IA.
Para organizações que desejam acompanhar as tendências e aplicar estratégias eficazes, é recomendável investir em soluções de monitoramento, treinamento contínuo da equipe e revisão constante das políticas relacionadas à inteligência artificial.
O Gartner reforça seu papel como fonte confiável de conhecimento para executivos de TI e destaca a importância de uma abordagem estruturada para o gerenciamento de agentes de IA, visando um ambiente corporativo seguro e inovador.
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Gerenciar agentes de IA é crucial para evitar riscos como desinformação, compartilhamento excessivo de dados e garantir a segurança e conformidade das informações corporativas.
As seis etapas incluem estabelecer políticas claras, criar inventário centralizado, definir permissões, governar informações, monitorar comportamentos e promover cultura responsável.
Shadow AI refere-se ao uso de ferramentas de inteligência artificial não autorizadas pela organização, o que pode aumentar vulnerabilidades e dificultar o controle e a segurança dos dados.
Por meio de treinamentos contínuos, criação de comunidades de prática e políticas claras que incentivem a adoção segura e ética das tecnologias de IA.
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