IA atrai 61% do capital de risco global e transforma inovação

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TL;DR
Em 2025, a inteligência artificial absorveu 61% do capital de risco global, totalizando US$ 258,7 bilhões, mais que o dobro de 2022. Essa mudança reflete a centralidade da IA na infraestrutura tecnológica e nas aplicações verticais, transformando a economia digital. No Brasil, o foco está em aplicações locais e dados sensíveis ao contexto, com destaque para a "IA invisível", que integra IA a processos críticos de negócio.
IA atrai 61% do capital de risco global e revoluciona inovação
O capital de risco global passou por uma transformação marcante em 2025, com a inteligência artificial (IA) concentrando a maior parte dos investimentos em startups ao redor do mundo. De acordo com análise da OCDE, 61% do capital de risco global, equivalente a US$ 258,7 bilhões de um total de US$ 427,1 bilhões, foi direcionado para empresas de IA, mais que o dobro da participação registrada em 2022, quando somava 30% dos aportes.
Qual o contexto desse crescimento acelerado?
Este crescimento expressivo reflete a crescente importância da IA na economia digital, especialmente na infraestrutura tecnológica que serve como base para diversos setores. Igor Mazaki, CEO da Plug and Play Brazil e especialista em inovação aberta, destaca que essa migração de capital evidencia uma mudança estrutural, com a infraestrutura para IA se tornando transversal a todos os segmentos econômicos.
O segmento de infraestrutura para inteligência artificial foi o maior destinatário desses investimentos, recebendo US$ 109,3 bilhões em 2025, concentrando recursos em data centers, poder computacional e redes de armazenamento. Essas camadas formam o alicerce estratégico para o desenvolvimento e operação das soluções de IA.
Como está distribuído o valor na cadeia da IA?
A cadeia de valor da IA se divide atualmente em três camadas principais: infraestrutura, modelos fundacionais e aplicações verticais. Enquanto o capital de risco se concentra fortemente nas duas primeiras, a captura econômica de longo prazo deve se consolidar nas aplicações verticais, que são profundamente integradas a setores específicos como saúde, indústria, serviços financeiros e agronegócio.
Mazaki aponta ainda que o mercado comete erros comuns, como superestimar a diferenciação sustentável de modelos isolados, que tendem à commoditização, e subestimar empresas que aplicam IA integrando-a a processos operacionais reais. Para ele, a vantagem competitiva reside não apenas no desenvolvimento do modelo, mas na capacidade de transformar processos inteiros por meio da IA.
Qual é a posição do Brasil frente a essa transformação?
O Brasil ocupa uma posição peculiar no cenário global de IA. Embora não seja um polo relevante em infraestrutura, o país possui ativos importantes, como diversidade de dados, mercados complexos e baixa digitalização, além de uma capacidade rápida de adoção em determinados setores.
Segundo Mazaki, a maior oportunidade brasileira está no desenvolvimento de aplicações adaptadas à realidade local e em modelos treinados com dados regionais sensíveis ao contexto, segmentos ainda pouco explorados globalmente.
O que é a “IA invisível” e por que ela importa?
Um conceito destacado pelo especialista é a chamada “IA invisível”, que se refere a sistemas onde a inteligência artificial não se apresenta como produto explícito, mas está embutida em processos críticos de negócios, como automação de decisões, orquestração de operações e reconfiguração de cadeias produtivas.
Essa camada de IA integrada e invisível é vista como a principal fonte de criação de valor, diferente da busca tradicional por modelos fundacionais isolados. Tal visão reforça a necessidade de investidores e empresas reavaliarem suas estratégias diante dessa nova realidade.
Quais são os próximos passos para o ecossistema de IA?
Para garantir um ecossistema saudável e competitivo, Mazaki alerta sobre o risco da concentração excessiva da base computacional, que pode dificultar o acesso de novos entrantes ao poder computacional necessário para inovar. Assim, a coexistência entre uma infraestrutura concentrada e uma camada superior fragmentada de aplicações é essencial para o crescimento sustentável.
Além disso, o Brasil deve explorar seu potencial em aplicações verticais e integração de IA aos processos, consolidando sua posição no cenário global e aproveitando as oportunidades locais.
Confira também soluções que podem auxiliar na gestão de riscos e investimentos em tecnologia, como o Gestão de Risco e softwares voltados para Capital Empreendedor.
Fonte: https://itforum.com.br/noticias/ia-61-capital-risco-transforma-disputa-inovacao/
Veja mais: https://portalsoftware.com.br/noticia
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Perguntas frequentes
Qual foi a participação da inteligência artificial no capital de risco global em 2025?
Em 2025, a IA respondeu por 61% do capital de risco global, totalizando US$ 258,7 bilhões de um total de US$ 427,1 bilhões investidos.
Por que a infraestrutura tecnológica para IA é tão importante?
A infraestrutura, incluindo data centers e poder computacional, é fundamental porque sustenta toda a cadeia de desenvolvimento e operação das soluções de inteligência artificial.
Qual é a principal oportunidade do Brasil no mercado de IA?
O Brasil tem potencial em desenvolver aplicações adaptadas à sua realidade local, utilizando dados regionais e contextualmente sensíveis, segmentos ainda pouco explorados globalmente.
O que significa o conceito de "IA invisível"?
A "IA invisível" refere-se a sistemas de inteligência artificial integrados nos processos de negócios, onde a IA não aparece como produto, mas atua em automação e orquestração de operações.


