
Segundo a TEC4U, empresa especializada em dados e inteligência artificial, menos de 1% das companhias brasileiras estão aptas a utilizar a tecnologia de forma eficiente e causar impacto real nos resultados. Essa análise é baseada em avaliações contínuas da maturidade operacional em organizações de médio e grande porte.
Nos últimos anos, a inteligência artificial (IA) ganhou espaço central nas estratégias corporativas, especialmente em marketing, vendas e experiência do cliente. Apesar do discurso de inovação, a maioria das empresas brasileiras enfrenta desafios estruturais que impedem o uso consistente dessa tecnologia.
Rodrigo Soares, CFO da TEC4U, destaca que muitas organizações não confiam em seus próprios dados, têm dificuldades para atribuir vendas corretamente e não compreendem totalmente a jornada do cliente. Problemas como bases de dados fragmentadas, métricas conflitantes e falta de integração entre sistemas comprometem análises essenciais, como cálculo de LTV (Lifetime Value), CAC (Custo de Aquisição de Clientes) e desempenho dos canais de aquisição.
Essas falhas resultam em automações ineficazes, recomendações imprecisas e investimentos mal direcionados, já que a IA depende de contexto e consistência. Sem dados integrados, a tecnologia acaba automatizando suposições, o que prejudica a confiabilidade dos modelos.
Outro desafio é a ausência de governança clara da informação. Muitas empresas não possuem definição das fontes de verdade, critérios de qualidade dos dados ou responsáveis pelas métricas estratégicas, o que eleva o risco de erros e diminui a confiança interna nos resultados gerados pelos sistemas inteligentes.
De acordo com a TEC4U, estar preparado para usar IA vai além da contratação de ferramentas ou implementação de modelos avançados. É fundamental estruturar dados, integrar áreas e estabelecer regras de negócio claras. As empresas precisam primeiro responder se conseguem medir corretamente suas operações antes de pensar em como usar inteligência artificial.
O principal gargalo para adoção real da IA no Brasil permanece sendo a maturidade em dados. Enquanto o discurso de inovação avança rapidamente, a base operacional evolui em ritmo muito mais lento, o que pode levar à frustração das empresas que ignoram essa etapa.
Por outro lado, companhias que investem em dados, integração e governança conseguem utilizar a IA de maneira gradual, previsível e com impacto concreto nos resultados, conforme ressalta Rodrigo Soares.
Esse cenário evidencia que menos empresas brasileiras estão prontas para aproveitar todo o potencial da inteligência artificial, destacando a importância de avanços estruturais para transformar o discurso em prática efetiva.



Veja mais: https://portalsoftware.com.br/noticias
Comparativos, guias e tendências sobre os softwares mais usados no Brasil — atualizados pela equipe Portal Software.
EditoriaisComparativo completo de Help Desk Software com integração WhatsApp para PMEs brasileiras em 2026. Milvus TI, Movidesk, Octadesk, Tomticket, Freshdesk e Zendesk lado a lado — preços, recursos, IA e casos de uso em atendimento, RH e administrativo.
EditoriaisSLA (Acordo de Nível de Serviço) define metas de atendimento mensuráveis. Veja a fórmula de cálculo, exemplos práticos, os tipos e como gerir SLA na prática.
EditoriaisComparativo dos 8 melhores sistemas de help desk para empresas no Brasil em 2026: Milvus TI, Freshdesk, Zoho Desk, Jira Service Management, GLPI, Zendesk Suite, Salesforce Service Cloud e RD Station Conversas. Análise de funcionalidades, preços, IA e ITSM.