
TL;DR
Pesquisa da Wolters Kluwer Health indica que 83% das escolas de medicina no Brasil possuem professores preparados para o uso de ferramentas digitais no ensino. Entre as tecnologias mais utilizadas estão a simulação médica e plataformas de medicina baseada em evidências, que têm impacto significativo na formação dos futuros profissionais da saúde.
Segundo pesquisa realizada pela Wolters Kluwer Health, o uso de ferramentas digitais na educação médica tem avançado significativamente no Brasil, com 83% das instituições afirmando que seus professores estão parcial ou totalmente preparados para incluir tecnologias no ensino. O estudo, realizado em maio de 2026, entrevistou coordenadores de 72 cursos de medicina, abrangendo diversas regiões, tipos de instituições e modelos de gestão.
A pesquisa intitulada “Desafios e abordagens para a formação médica de qualidade em tempos de saúde digital no Brasil” destaca que a simulação médica e as plataformas baseadas em evidências são as tecnologias mais amplamente utilizadas nas instituições. A simulação médica está presente em 86,1% dos cursos, enquanto 75% utilizam plataformas de conhecimento clínico fundamentadas em Medicina Baseada em Evidências (MBE). Além disso, aplicativos para educação interativa e realidade virtual também são mencionados como recursos adotados.
De acordo com Natália Cabrini, Head de Estratégia para Mercados Internacionais da Wolters Kluwer Health, a competência informacional dos professores e a integração das tecnologias às rotinas pedagógicas são fundamentais para formar médicos aptos ao mercado atual. A pesquisa indica que 63,9% dos docentes estão parcialmente preparados e 19,4% totalmente preparados para o uso das tecnologias, ressaltando a importância do investimento contínuo em capacitação.
O estudo também avaliou as metodologias pedagógicas adotadas, evidenciando que 77,8% das instituições aplicam metodologias ativas, enquanto 59,7% utilizam o ensino baseado em problemas. A simulação é empregada em 51,4% das escolas, e o método expositivo tradicional permanece em 50%. Essa diversidade de abordagens busca equilibrar teoria e prática para garantir uma formação completa.
Para garantir a qualidade da formação, 87,5% das instituições dispõem de laboratórios de simulação médica avançada, e 73,6% oferecem estágios em hospitais e clínicas com tecnologias modernas. Além disso, 72,2% fornecem acesso a ferramentas de suporte à decisão clínica, como o UpToDate®. Cursos sobre novas tecnologias médicas, telemedicina e inteligência artificial também são oferecidos, embora em menor escala (33,3%, 31,9% e 18,1%, respectivamente).
Segundo Natália Cabrini, a participação ativa dos coordenadores de curso é decisiva para implementar e acompanhar as inovações curriculares. O estudo reforça que a integração de ferramentas digitais e a promoção da medicina baseada em evidências são essenciais para formar profissionais alinhados às exigências do sistema de saúde contemporâneo.
O uso crescente de recursos digitais, combinado com metodologias inovadoras, tem potencial para melhorar o desempenho acadêmico e preparar os estudantes para os desafios da medicina do futuro.
Para mais informações sobre soluções tecnológicas aplicadas à educação, instituições podem consultar sistemas de gestão educacional como o Edusoft Sistema De Gestão Educacional Mentor Web que auxiliam na administração e integração de recursos digitais.
Além disso, tecnologias como o Indusoft Web Studio e o Docusoft podem complementar processos educacionais e administrativos, promovendo maior eficiência na gestão e aplicação das ferramentas digitais.
Em síntese, a pesquisa da Wolters Kluwer Health evidencia que o Brasil avança na incorporação das tecnologias digitais na formação médica, porém demanda investimentos constantes em capacitação docente e infraestrutura para consolidar essa transformação.
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As ferramentas digitais facilitam a integração de conhecimento teórico e prático, aprimorando a aprendizagem e preparando os estudantes para os desafios da medicina moderna.
Simulação médica e plataformas de conhecimento clínico baseadas em evidências são as tecnologias mais comuns, além de aplicativos educacionais e realidade virtual.
Professores preparados para utilizar tecnologias digitais conseguem integrar melhor os recursos ao currículo, promovendo maior eficiência no processo de ensino-aprendizagem.
Metodologias ativas, ensino baseado em problemas, simulação e o método expositivo tradicional são as mais aplicadas, visando equilibrar teoria e prática.
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