
TL;DR
A reforma tributária de 2025 modificou o cálculo do Simples Nacional ao ampliar o conceito de receita bruta, incluindo juros, taxas e receitas acessórias. Essa mudança pode aumentar o imposto devido e gerar exclusão automática do regime para quem ultrapassar os novos limites. Pequenas empresas devem revisar contratos e fluxos financeiros com seus contadores para evitar surpresas.
Segundo o Jornal Contábil, uma mudança significativa na legislação tributária, vigente desde 2025, alterou o conceito de “receita bruta” para empresas optantes pelo Simples Nacional. Essa modificação impacta diretamente o cálculo dos impostos e pode afetar a permanência de pequenos negócios no regime simplificado.
Até setembro de 2025, a receita bruta considerada para enquadramento no Simples Nacional era calculada apenas pela soma do faturamento direto, ou seja, o valor das notas fiscais emitidas pelas vendas ou serviços prestados. A partir da reforma tributária, passou a ser obrigatória a inclusão de todas as receitas relacionadas à atividade principal da empresa, incluindo taxas, juros e outras receitas acessórias.
Essa ampliação do conceito de receita bruta altera o valor base para o cálculo do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), podendo aumentar a carga tributária mensal e, em alguns casos, levar à exclusão automática do regime.
O Simples Nacional funciona com uma estrutura progressiva: quanto maior o faturamento, maior a alíquota aplicada. Assim, qualquer acréscimo na receita bruta, decorrente da inclusão de novos valores, pode elevar a faixa de tributação e aumentar os impostos a pagar.
Além disso, o limite máximo de faturamento para permanência no Simples é de R$ 4,8 milhões por ano. Caso a empresa ultrapasse esse valor em até 20%, podendo chegar a R$ 5,76 milhões, a migração para outro regime tributário mais oneroso só ocorre no ano seguinte. No entanto, ultrapassar esse limite acarreta exclusão imediata do Simples Nacional.
Agora, devem ser somadas à receita bruta receitas antes desconsideradas, como:
Essa alteração exige uma análise detalhada de cada tipo de negócio. Por exemplo:
Diante das novas regras, o planejamento tributário tornou-se essencial para evitar surpresas desagradáveis, como aumentos inesperados na alíquota do imposto ou a exclusão do Simples Nacional. É fundamental que os empresários trabalhem em conjunto com seus escritórios de contabilidade para:
Ferramentas especializadas, como softwares de gestão contábil, podem auxiliar na adequação às novas regras. Plataformas como Atende Simples e Vendasimples são exemplos de soluções que ajudam no acompanhamento financeiro e tributário.
A reforma tributária que mudou o cálculo do Simples Nacional trouxe um novo conceito de receita bruta, que inclui diversas receitas acessórias e financeiras. Essa alteração exige atenção redobrada dos pequenos empresários e de seus contadores para garantir a correta apuração dos tributos e evitar a exclusão do regime especial.
O entendimento dessas mudanças e a adoção de um planejamento financeiro detalhado são essenciais para a manutenção da saúde fiscal e a continuidade dos negócios no Simples Nacional.
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O cálculo passou a incluir todas as receitas ligadas à atividade principal, como juros, taxas, royalties e outras receitas acessórias, ampliando a base de cálculo do imposto.
O limite máximo anual é de R$ 4,8 milhões. Ultrapassar até 20% permite migração no ano seguinte, mas ultrapassar esse limite resulta em exclusão imediata.
Empresas de consultoria, tecnologia e advocacia, por exemplo, devem incluir novas receitas específicas, como taxas de viagem, suporte técnico, honorários de sucumbência, entre outras.
Devem revisar contratos e fluxo financeiro, organizar o controle contábil considerando as novas receitas, e trabalhar em parceria com contadores para evitar exclusão do Simples.
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