
TL;DR
A Unico abriu ações contra a Serasa Experian por suposto uso indevido de sua tecnologia de biometria facial, envolvendo aproximadamente 1,4 milhão de consultas irregulares. A perícia técnica aponta que dados de múltiplas instituições financeiras circularam por um canal exclusivo, levantando questões legais e regulatórias sob a LGPD.
Segundo o IT Forum, a empresa brasileira Unico, especializada em identidade digital e biometria facial, iniciou ações judiciais nas esferas cível e criminal contra a Serasa Experian, a ClearSale e uma empresa intermediária, a Skill Tecnologia, por suposto uso não autorizado de sua tecnologia de autenticação.
A Unico alega que sua plataforma de biometria facial, que foi originalmente licenciada para uso em operações do Banco do Brasil, foi utilizada de forma indevida para consultas atribuídas à Serasa Experian e ClearSale. A Skill Tecnologia, autorizada a usar a solução apenas para o Banco do Brasil, teria permitido o uso da tecnologia em outras instituições sem contrato ou remuneração à Unico.
O caso tramita em segredo de Justiça e resultou em operação de busca e apreensão na sede da Skill Tecnologia, localizada em São Paulo.
A Unico percebeu um aumento atípico no volume de consultas biométricas relacionadas ao Banco do Brasil. Ao questionar o banco, foi informada que não houve crescimento correspondente. Além disso, a Unico registrou uma perda de clientes no setor financeiro, o que levantou suspeitas.
Uma instituição financeira relatou que representantes comerciais da Serasa Experian mencionavam o uso da tecnologia da própria IDTech, ligada à Unico, em suas negociações comerciais. Isso motivou uma investigação interna e a contratação de perícia independente.
Os laudos técnicos indicaram que imagens faciais capturadas em operações de diferentes bancos circulavam por um canal exclusivo para o Banco do Brasil. Em um dos exemplos, uma fotografia registrada em uma agência bancária foi encontrada em fluxos de processamento de outra instituição financeira.
A perícia identificou cerca de 1,4 milhão de transações consideradas irregulares, envolvendo bancos como Inter, BTG e Itaú. Essas instituições informaram que algumas consultas analisadas estavam vinculadas a serviços da Serasa Experian e ClearSale, mas não são acusadas de participação nas irregularidades.
A Unico estima que o caso possa afetar dados biométricos de milhões de brasileiros. Além dos prejuízos comerciais, o episódio pode comprometer o desenvolvimento e o aperfeiçoamento de sistemas de autenticação baseados em inteligência artificial e reconhecimento facial.
Em nota enviada ao IT Forum, a Serasa Experian negou as acusações, afirmando que atua em conformidade com a legislação vigente e que ainda não teve acesso integral ao processo devido ao segredo de Justiça. A empresa ressaltou que apresentará sua defesa oportunamente. A Skill Tecnologia não comentou o caso.
Dados biométricos são considerados dados pessoais sensíveis pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que impõe cuidados rigorosos na coleta, armazenamento e tratamento dessas informações. Caso as alegações sejam confirmadas, o caso poderá gerar debates sobre privacidade, compartilhamento de dados, concorrência e o papel da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
Para entender melhor as soluções oferecidas por empresas que atuam no setor, é possível consultar softwares como o Serasa Experian Certificado Digital e o Unicommerce, que trabalham com autenticação e identidade digital.
O processo judicial segue sob sigilo, e as partes envolvidas aguardam as decisões da Justiça. A perícia técnica contratada pela Unico deve ser avaliada no âmbito das ações para comprovar o uso indevido da tecnologia.
Enquanto isso, o caso já provoca atenção no setor de tecnologia e proteção de dados, reforçando a necessidade de fiscalização rigorosa no uso de dados biométricos e o respeito às normas da LGPD.
Para mais informações sobre o tema de autenticação digital e biometria, acompanhe as atualizações no IT Forum e explore análises sobre Unicourt e outras soluções que impactam o mercado financeiro e tecnológico.
Fonte: https://itforum.com.br/noticias/unico-processa-serasa-experian/
Veja mais: https://portalsoftware.com.br/noticia
A Unico alega que a Serasa Experian usou sua tecnologia de biometria facial sem autorização e contrato, em operações além das previstas para o Banco do Brasil.
A perícia identificou cerca de 1,4 milhão de transações irregulares relacionadas ao uso da tecnologia de biometria facial.
Bancos como Inter, BTG e Itaú tiveram consultas analisadas, mas não são acusados de participação nas irregularidades.
O uso indevido de dados biométricos pode violar a LGPD, implicando em questões de privacidade, compartilhamento de dados e fiscalização pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
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