Ato Conjunto firma papel estratégico da contabilidade perante o Fisco

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TL;DR
O Ato Conjunto nº 5/2026, firmado entre Receita Federal e CGIBS, fortalece o papel estratégico da contabilidade perante o Fisco, promovendo cooperação, transparência e prevenção fiscal. O ato elimina penalidades imediatas, não cria novas obrigações acessórias e posiciona contadores como agentes centrais na reforma tributária e na conformidade das empresas.
O que é o Ato Conjunto nº 5/2026 e qual sua importância?
De acordo com o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), o Ato Conjunto nº 5 de 2026, firmado entre a Receita Federal e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS), representa um marco na modernização do relacionamento entre o Fisco e o setor contábil no Brasil. Publicado em 19 de agosto de 2026, o ato oficializa a transição de um modelo fiscal tradicional para um sistema baseado em cooperação, prevenção e conformidade orientada.
Este ato conjunto destaca o papel estratégico da contabilidade perante o Fisco, reposicionando o profissional contábil como um agente fundamental na governança e mediação fiscal.
Quais são os principais pontos do Ato Conjunto?
Transparência e acesso a informações fiscais
O Ato Conjunto nº 5/2026 permite que contadores tenham acesso em primeira mão a relatórios que acompanham a situação fiscal de seus clientes. Essa transparência visa aumentar a capacidade técnica dos escritórios contábeis para identificar e corrigir inconsistências antes do início de processos fiscalizatórios, valorizando o diagnóstico preventivo.
Ausência de penalidades iniciais
Uma inovação significativa do ato é a eliminação de penalidades imediatas, como autos de infração ou multas punitivas, em casos que se enquadram no programa de orientação e regularização fiscal. A Receita Federal passa a confiar no trabalho do profissional contábil, que será o indutor da autorregularização e da conformidade das empresas.
Sem aumento de obrigações acessórias
Entidades do setor ressaltam que o ato não cria novas obrigações acessórias, ao contrário, busca simplificar processos, aproveitando rotinas de dados já existentes. Essa medida visa reduzir a burocracia e liberar os contadores para atuarem mais como consultores preventivos, alinhando as empresas às normas fiscais vigentes.
Qual o impacto para a classe contábil e para a reforma tributária?
Mais de 540 mil profissionais registrados na contabilidade brasileira passam a ter papel central na implementação prática do novo sistema tributário nacional, especialmente na transição para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e na harmonização de cadastros e obrigações fiscais. O ato reforça a atuação conjunta entre o CFC, Receita Federal, CGIBS e Fenacon, promovendo uma agenda permanente para acompanhar os desdobramentos da reforma tributária, fortalecendo a segurança jurídica.
Quais são os próximos passos para os profissionais contábeis?
Com o Ato Conjunto nº 5/2026, os contadores devem se preparar para atuar como agentes estratégicos, focando em consultoria preventiva e na mediação entre empresas e Fisco. A partir de agora, esses profissionais terão ferramentas e acesso privilegiado para monitorar a conformidade fiscal, o que exige atualização constante e alinhamento às mudanças regulatórias promovidas pela reforma tributária.
Além disso, o ato reforça a importância da cooperação entre a administração tributária e o setor contábil, promovendo um ambiente de trabalho baseado na confiança e transparência, reduzindo litígios e promovendo maior eficiência fiscal.
Esse novo cenário abre oportunidades para que a contabilidade evolua e se consolide como protagonista no desenvolvimento econômico e na governança tributária do país.
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Perguntas frequentes
O que é o Ato Conjunto nº 5/2026?
É um acordo entre a Receita Federal e o CGIBS que moderniza a relação entre o Fisco e a contabilidade, promovendo cooperação e transparência fiscal.
Como o Ato Conjunto beneficia os profissionais contábeis?
Os contadores passam a ter acesso antecipado a relatórios fiscais, permitindo identificar e corrigir inconsistências antes de fiscalizações e sem penalidades imediatas.
O Ato Conjunto cria novas obrigações acessórias para as empresas?
Não. O ato reforça a simplificação de processos e utiliza dados já existentes, sem aumentar as obrigações burocráticas.
Qual o papel da contabilidade na reforma tributária com este ato?
A contabilidade torna-se protagonista na implementação do novo sistema tributário, atuando como mediadora e indutora da conformidade fiscal.


